O Toque Que Cura




Um leproso veio ter com Ele, caiu de joelhos e suplicou: «Se quiseres, podes purificar-me.»Compadecido, Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: «Quero, fica purificado.»Imediatamente a lepra deixou-o, e ficou purificado.E logo o despediu, dizendo-lhe em tom severo:«Livra-te de falar disto a alguém; vai, antes, mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que foi estabelecido por Moisés, a fim de lhes servir de testemunho.»
Ele, porém, assim que se retirou, começou a proclamar e a divulgar o sucedido, a ponto de Jesus não poder entrar abertamente numa cidade; ficava fora, em lugares despovoados. E de todas as partes iam ter com Ele. (Mc 1, 40-45).

Esta passagem tem um significado especial para as pessoas homossexuais.

Todos sabemos que na Palestina, no tempo de Jesus, era um risco contrair a doença. Era um risco de saúde. Contudo havia igualmente um risco espiritual. Tocar um leproso significaria que a pessoa se teria tornado espiritualmente contaminada – ritualmente impura. Porém, um sacerdote do templo tinha a autoridade de declarar um leproso limpo (Levítico 14, 1-32), permitindo, deste modo, que o homem ou mulher afligido pudesse reentrar na cidade e viver como qualquer outra pessoa, participando novamente em todos os rituais e actividades diárias.

As palavras gregas que Marcos usa para descrever a reacção de Jesus, quando o leproso se ajoelha perante ele, indicam que Jesus foi percorrido por uma forte emoção. Frequentemente estas palavras são traduzidas como pena. Contudo, Ched Myers, o famoso escolástico americano das escrituras, afirma que, em versões antigas do evangelho, as palavras usadas sugerem que a emoção que Jesus sentiu foi ira.


Por que se iraria Jesus?

Talvez a pista resida nas palavras que o leproso dirige a Jesus: «Se quiseres, podes purificar-me». A implicação é a de que outros já tinham feito uma escolha e que tinham escolhido em não declarar o leproso limpo, não libertando, desta forma, o homem ou mulher do pesadelo de ser um proscrito. Pode ter sido a imagem daqueles que não conseguiram mostrar compaixão que eram o objecto da ira de Jesus.

Quem eram os que poderiam ter escolhido declarar o leproso limpo? Teria sido, claro está, os sacerdotes. Talvez, a exemplo do sacerdote e do Levita da história do Bom Samaritano (Lucas 10, 29-37), eles temessem ficar ritualmente impuros se chegassem muito perto do leproso e assim não fossem capazes de realizar as suas tarefas no templo. Talvez receassem o risco de contrair a própria doença. De qualquer das formas, como que parecendo compreender a posição na qual Jesus se poderia encontrar, o leproso deixa uma saída a Jesus: «Se quiseres», diz ele. É como se dissesse: «Compreendo se também tu decidires passar-me ao lado…»

Que faz Jesus? Não somente permanece com o homem ou a mulher afligido, mas estende-lhe a mão e toca quem sofre. Somente então declara o leproso limpo.

Ao tocar no leproso, Jesus sabe que corre o risco de ficar infectado. Mas, igualmente importante, sabe que será rotulado de impuro – que «já não poderá ir abertamente a uma cidade». Quando o leproso se ajoelhou perante Ele, desafiando-O a fazer algo acerca de sua condição, Jesus fez a Sua escolha. Escolheu alcançar e tocar o leproso. Escolheu colocar a sua reputação e o seu trabalho em riso e a ser associado ao proscrito, ser um leproso com os leprosos.

Como pessoas homossexuais sabemos algo acerca de se ser um leproso. Algumas vezes experimentamos nós próprias a sensação de sermos os proscritos. E algumas vezes tratámos outros, mesmo outros irmãos homossexuais, como impuros e hesitámos em acolhe-los.

Jesus desafia-nos a abrirmos as mãos e a conhecer o poder do acolhimento e da cura para os quais as nossas mãos foram feitas.

Tocar pode dar vida, cura, afirmação.

Um toque pode ser feito em amor, em violência, ou para humilhar.

Sempre que tocamos outro ser humano; sempre que nos deixamos tocar, corremos um risco.

O toque pode ser bem recebido, ou pode ser rejeitado como uma intromissão.

O nosso toque pode aproximar-nos uns dos outros, ou pode construir uma parede, ou pode afastar-nos mais ainda.

Sempre que tocamos outro ser humano com compaixão e amor, também nós corremos o risco de contaminação; arriscamo-nos que o nosso toque seja mal interpretado, que outros nos julguem e nos declarem impuros.

Senhor, possamos nós não ter medo de nos tocarmos; possamos nós sempre nos tocarmos da mesma forma que tu tocaste no leproso, como tocaste nas criancinhas, como tocaste nos teus amigos, como tocaste nos teus inimigos.

Sempre que nos tocarmos uns aos outros, que seja com compaixão e com amor; que esse toque possa trazer vida àqueles a quem tocamos e que possa cada toque ser uma semente de comunidade, uma comunidade de compaixão e amor.

Lepra


Há muitas doenças que surgem das deficiências orgânicas das pessoas. Outras surgem da promiscuidade e da sujeira. Outras ainda aparecem onde há podridão. Nas guerras da antiguidade, os cadáveres de homens e animais, putrefatos, deram origem a vários tipos de pestes, que fizeram mais vítimas que as próprias guerras.


                     COMO APARECE A LEPRA?



A lepra é uma doença transmissivel causada por uma
bactéria.
Afecta maioritáriamente a pele e os nervos.
Ela progride lentamente com uma média de período
de incubação de 3 anos.
A lepra pode afectar todas as idades e ambos os
sexos.
A lepra pode ser curada. A MDT mata a bactéria e
pára a transmissão da doença.
O doente de lepra pode levar uma vida completamente normal.
Quando detectado cedo e tratado com MDT, 
a lepra não deixará deformidades. 
6
O Que é 
a Lepra?
Os doentes podem levar
uma vida completamente normal.
O melhor caminho para prevenir
a expansão da lepra
é tratar todos os doentes
com MDT.7
Um doente de lepra é alguém que:
tem uma mancha ou manchas na pele com clara perda
de sensibilidade;
e que não fez um tratamento completo com multidrogaterapia.
Manchas da lepra:
Podem ser hipopigmentadas, avermelhadas ou da cor 
do cobre;
Podem ser planas ou elevadas;
Não dão comichão;
Normalmente não doem;
Apresentam falta de sensibilidade ao calor, tacto ou dor;
Podem aparecer em qualquer parte do corpo.
Outros sinais de lepra incluem:
Nódulos avermelhados ou da cor da pele.
Infiltração diffusa e brilhante da pele, sem perda de
sensibilidade. 
Como Diagnosticar
a Lepra
Sinais da Lepra
Manchas de lepra ...
...podem ser hipopigmentadas,
avermelhadas 
ou cor de cobre.
...podem ser planas ou elevadas.Manchas da lepra ...
A lepra pode ser
diagnosticada 
apenas pelos 
sinais clínicos.
...não 
dão 
comichão.
...podem aparecer 
em qualquer parte do corpo.
...falta de sensibilidade
ao calor, toque ou dor.
...geralmente não doem.9 9
Manchas na pele ...
...aquelas que apresentam sensibilidade normal;
...as que existem no corpo desde o nascimento;
. . . as pruriginosas;
…as que são brancas, escuras, avermelhadas ou cor de
prata;
...com escamas na pele;
...as que aparecem ou desaparecem de repente e se
espalham rápidamente.
Que Outros Sinais
Não São Lepra?
Como
Examinar
um Doente de Lepra
Se suspeitar de lepra 
sem perda de sensibilidade ou se tiver
dúvidas, por favor transfira 
para o centro de referência.
Examinar a pele à luz do dia ou numa sala bem
iluminada.
Examinar todo o corpo, não descurando a privacidade do doente.
Perguntar ao doente se as manchas dão comichão. Se disser que sim, não é lepra.
Testar a perda de sensibilidade em apenas uma ou
duas manchas da pele.
Se existir uma clara perda de sensibilidade, 
é lepra.
Perguntar sobre tratamentos recebidos no passsado.
Uma pessoa que completou o tratamento com
MDT não precisa de tratamento adicional.
Procurar qualquer deformidade visível nos olhos,
face, maõs e pés.
Quando existirem dúvidas acerca do diagnóstico,
encaminhar sempre o doente para o centro de
referência mais próximo.10
Como Testar a
Perda de Sensibilidade
De uma maneira geral 
a lepra não deverá
ser diagnosticada sem
uma clara perda de sensibilidade.
Pegue num objecto pontiagudo, por exemplo, uma
esferográfica.
Mostrar ao doente o que vai fazer.
Tocar ligeiramente a pele com a esferográfica.
Pedir ao paciente que aponte o local onde sentiu o
toque da esferográfica.
Depois pedir ao paciente que feche os olhos, de modo a
não observar o que se vai fazer.
Agora tocar ligeiramente o centro da mancha da pele
mais elevado, e pedir-lhe que indique o local onde
sentiu a esferográfica.
Repetirr o procedimento na pele normal, e depois na
mesma mancha anterior.
Se a pessoa não tem sensibilidade na lesão da pele,
trata-se de lepra. Inicie o tratamento imediatamente.

Conhecendo a Exegese


Todo pregador do evangelho deve, por obrigação, dominar as técnicas básicas da exegese, sob pena de trair o real sentido do texto sagrado a ser explanado e de ser um disseminado de heresias, portanto se você ainda não domina a arte de interpretar e compreender os textos, deve então começar agora, pelo básico.

O que é e do que trata a Exegese:
É a disciplina que aplica métodos e técnicas que ajudam na compreensão do texto.

Do ponto de vista etimológico hermenêutica e exegese são sinônimos, mas hoje os especialistas costumam fazer a seguinte diferença: Hermenêutica é a ciência das normas que permitem descobrir e explicar o verdadeiro sentido do texto, enquanto a exegese é a arte de aplicar essas normas.

Princípios Básicos:
Aqui se encontram dez princípios que devem ser seguidos na interpretação bíblica: 

    • 1° - denomina-se princípio da unidade escriturística. Sob a inspiração divina a Bíblia ensina apenas uma teologia. Não pode haver diferença doutrinária entre um livro e outro da Bíblia. 
    • 2° - Deixe a Bíblia interpretar a própria Bíblia. Este princípio vem da Reforma Protestante.
      O sentido mais claro e mais fácil de uma passagem explica outra com sentido mais difícil e mais obscuro. Este princípio é uma ilação do anterior. 
    • 3° - Jamais esquecer a Regra Áurea da Interpretação, chamada por Orígenes de Analogia da Fé. O texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras e nunca através de textos isolados. 
    • 4° - Sempre ter em vista o contexto. Ler o que está antes e o que vem depois para concluir aquilo que o autor tinha em mente. 
    • 5° - Primeiro procura-se o sentido literal, a menos que as evidências demonstrem que este é figurado.
    • 6° - Ler o texto em todas as traduções possíveis - antigas e modernas.
      Muitas vezes uma destas traduções nos traz luz sobre o que o autor queria dizer. 
    • 7° - Apenas um sentido deve ser procurado em cada texto. 
    • 8° - O trabalho de interpretação é científico, por isso deve ser feito com isenção de ânimo e desprendido de qualquer preconceito. (o que poderíamos chamar de "achismos"). 
    • 9° - Fazer algumas perguntas relacionadas com a passagem para chegar a conclusões circunstanciais. Por exemplo:
        1. a) - Quem escreveu?
          b) - Qual o tempo e o lugar em que escreveu?
          c) - Por que escreveu?
          d) - A quem se dirigia o escritor?
          e) - O que o autor queria dizer?
    • 10° - Feita a exegese, se o resultado obtido contrariar os princípios fundamentais da Bíblia, ele deve ser colocado de lado e o trabalho exegético recomeçado novamente.

As Ferramentas necessárias ao exegeta:

  1. Usar a Bíblia que contiver o texto mais fidedigno na língua original.
    (Os que não podem ler a Bíblia no original devem usar uma tradução fiel, tanto quanto possível).
    Escolhido o texto é necessário saber exatamente o que ele diz. Para isso são necessárias suas espécies de ferramentas:
    1. a) - Dicionários. 
        1. Para o Velho Testamento o melhor em inglês é: Um Conciso Léxico Hebraico e Aramaico do Velho Testamento de William Holaday.
          Para o Novo Testamento o melhor é: Léxico Grego-Inglês do Velho Testamento de Walter Bauer (Universidade de Chigago), traduzido e adaptado para o inglês por Arndt Gingricd.
          Em português não há nem um dicionário para o grego bíblico. Para o grego clássico o melhor que temos é: Dicionário Grego-Português e Português-Grego de Isidro Pereira, Edição do Porto, Portugal.
    1. b) - Gramáticas.
        1. A melhor do hebraico é a de Gesenius.
          Para o Novo Testamento as melhores gramáticas são as de Blass,. Moulton e Robertson.
          Depois de determinado o que o texto registra, é preciso ir além e investigar mais precisamente a significação teológica de certas palavras.
          A melhor fonte para este estudo no grego é o Dicionário Teológico do Novo Testamento, editado por Kittel e Friedrich. São dez alentados volumes para o inglês.
          Para o Velho testamento não existe trabalho idêntico.
          Em português continuamos numa pobreza mais do que franciscana neste aspecto.
          O próximo passo é uma pesquisa conscienciosa do contexto para que não haja afirmações que se oponham ao que o autor queria dizer ou distorções daquilo que ele disse.
          Após esta pesquisa é necessário considerar cuidadosamente a teologia, o estilo, o propósito e o objetivo do autor. Para este mister as obras mais necessárias são: concordância, introduções e livros teológicos.
          Em português temos a Concordância Bíblica, publicação da Sociedade Bíblica do Brasil, 1975.
          Muito úteis para o exegeta são os estudos teológicos que tratam com o livro específico do qual estamos fazendo a exegese.
          O próximo passo em exegese é a familiarização com o conhecimento geográfico, histórico, os hábitos e práticas podem iluminar nossa compreensão sobre o texto.
          Para tal propósito são necessários Atlas, livros arqueológicos, histórias e dicionários bíblicos.
          Dicionários da Bíblia são muito úteis para rápidas informações sobre um assunto, identificação de nomes de pessoas, lugares ou coisas. O melhor dicionário da Bíblia é: The Interpreter´s Dictionary of the Bible, quatro volumes.
COMO FAZER EXEGESE 
Introdução: Na atualidade a mídia, especialmente a TV e o rádio, tem sido usada como um instrumento para espalhar a palavra de Deus, mas ao mesmo tempo tem provocado na mente de muitos cristãos a "lerdeza do pensar". Hoje existe o "evangelho solúvel", "evangelho do shopping center", "dos iluminados", etc. Mas pouco se estuda a fonte do evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta página tem o objetivo de estimular e incentivar ao estudo das Sagradas Escrituras, isto é muito mais do que uma leitura diária e muitas vezes feita as pressas para cumprir um ritual. Neste artigo extraído temos a arte que nos leva a conhecermos, entendermos vivermos uma vida com abundância e que foi prometida por Jesus.
Definição de exegese: guiar para fora dos pensamentos que o escritor tinha quando escreveu um dado documento, isto é, literalmente significa "tirar de dentro para fora", interpretar. 


CINCO REGRAS CONCISAS 
    • 1. interpretar lexicamente. É conhecer a etimologia das palavras, o desenvolvimento histórico de seu significado e o seu uso no documento sob consideração. Esta informação pode ser conseguida com a ajuda de bons dicionários. No uso dos dicionários, deve notar-se cuidadosamente o significar-se da palavra sob consideração nos diferentes períodos da língua grega e nos diferentes autores do período.
    • 2. interpretar sintaticamente: o interprete deve conhecer os princípios gramaticais da língua na qual o documento está escrito, para primeiro, ser interpretado como foi escrito. A função das gramáticas não é determinar as leis da língua, mas expo-las. o que significa, que primeiro a linguagem se desenvolveu como um meio de expressar os pensamentos da humanidade e depois os gramáticos escreveram para expor as leis e princípios da língua com sua função de exprimir idéias.


    • Para quem deseja aprofundar-se é preciso estudar a sintaxe da gramática grega, dando principal relevo aos casos gregos e ao sistema verbal a fim de poder entender a estruturação da língua grega. Isto vale para o hebraico do Antigo Testamento.


    • 3. interpretar contextualmente. Deve ser mantido em mente a inclinação do pensamento de todo o documento. Então pode notar-se a "cor do pensamento", que cerca a passagem que está sendo estudada. A divisão em versículos e capítulos facilita a procura e a leitura, mas não deve ser utilizada como guia para delimitação do pensamento do autor.. Muito mal tem sido feita esta forma de divisão a uma honesta interpretação da Bíblia, pois dá a impressão de que cada versículo é uma entidade de pensamento separados dos versículos anteriores e posteriores.
    • 4. interpretar historicamente: o interprete deve descobrir as circunstâncias para um determinado escrito vir à existência. É necessário conhecer as maneiras, costumes, e psicologia do povo no meio do qual o escrito é produzido. A psicologia de uma pessoa incluí suas idéias de cronologia, seus métodos de registrar a história, seus usos de figura de linguagem e os tipos de literatura que usa para expressar seus pensamentos.
    • 5. interpretar de acordo com a analogia da Escritura. A Bíblia é sua própria intérprete. diz o princípio hermenêutico. A bíblia deve ser usada como recurso para entender ela mesma. Uma interpretação bizarra que entra em choque com o ensino total da Bíblia está praticamente certa de estar no erro. Um conhecimento acurado do ponto de vista bíblico é a melhor ajuda.

O PROCEDIMENTO EXEGÉTICA 
    • 1. o procedimento errado. Ler o que muitos comentários dizem com sendo o significado da passagem e então aceitar a interpretação que mais agradece. Este procedimento é errado pelas seguintes razões:
      a) encoraja o intérprete a procurar interpretação que favorece a sua pre-concepção e
      b) forma o hábito de simplesmente tentar lembrar-se das interpretações oferecidas. Isto para o iniciante, freqüentemente resulta em confusão e ressentimento mental a respeito de toda a tarefa da exegese. Isto não é exegese, é outra forma de decoreba e é muito desinteressante. O péssimo resultado e mais sério do "procedimento errado" na exegese é que próprio interprete não pensa por si mesmo.

    2. PROCEDIMENTO CORRETO 

      • 2.1. o interprete deve perguntar primeiro o que o autor diz e depois o que significa a declaração2.2 consultar os dicionários para encontrar o significado das palavras desconhecidas ou que não são familiares. É preciso tomar muito cuidado para não escolher o significado que convêm ao interprete apenas.
        2.3. depois de usar bons dicionários, uma ou mais gramáticas devem ser consultadas para entender a construção gramatical. No verbo, a voz, o modo e o tempo devem ser observado por causa da contribuição à idéia total. O mesmo cuidado deve ser tomado com as outras classes gramaticais.
        2.4. Tendo as análises léxicas, morfológica e sintática sido feitas, é preciso partir para análises de contexto e história a fim de que se tenha uma boa compreensão do texto e de seu significado primeiro e, 2.5. Com os passos anteriores bem dados, o interprete tem condições de extrair a teologia do texto, bem como sua aplicação às necessidade pessoais dele, em primeiro lugar, e às dos ouvintes. Que o texto tem com a minha vida? Com os grandes desafios atuais?

    O USO DE INSTRUMENTOS 

      • 1. Comentários: eles não são um fim em si mesmo. O interprete deve manter em mente o clima teológico em que foram produzidos, porque isso afeta de maneira direta a interpretação das Escrituras. Um comentarista pode ser capaz, em certa media, de evitar " bias" (tendências) e permitir que o documento fale por si mesmo, mas sua ênfase nos vários pensamentos na passagem será afetada pela corrente de pensamento de seus dias. Os comentários principalmente os devocionais, tem a marca da desatualização.


      • Prefira os comentários críticos e exegéticos.


      • 2. Uso de dicionário e gramáticas: e importante manter em mente a data da publicação. Todas as traduções de uma palavra devem ser avaliadas e não apenas tirar só o significado que interessa a nossa interpretação. Explore o recurso dos próprios sinônimos. Por exemplo a palavra pobre é tradução de duas palavras gregas. [penef e ptohoi- transliterado por Jotaeme] A primeira significa carente do supérfluo, que vive modestamente, com o necessário e a segunda, significa mendigo, desprovido de qualquer sustento.

    Na interpretação de Mateus 5:3 isto faz muita diferença!

A Bíblia está em contradição?


Exercitando a racionalidade, podemos elucidar quem realmente matou a Golias, podemos entender se Davi e El-Hanã são a mesma pessoa, ou se são pessoas distintas.

Por que a Bíblia menciona dois nomes diferentes para dizer quem matou Golias? Seria um equívoco acidental?
Uma das histórias que mais foram difundidas em todo o planeta foi o conflito entre Davi e Golias, que terminou com a morte deste último. A Bíblia pretende não possuir erros por ser um livro inspirado por Deus, mas se essa é a pretensão da Bíblia, como podemos explicar que em duas passagens se faz referência ao acontecimento da morte de Golias, atribuindo-o a duas pessoas diferentes?
Consideremos na seqüência as duas passagens que entrariam em contradição:
Assim DAVI prevaleceu contra o filisteu com uma funda e com uma pedra; feriu-o e o matou; e não havia espada na mão de DAVI (1 Samuel 17:50).
Houve mais outra peleja contra os filisteus em Gobe; e EL-HANÃ, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, matou Golias, o giteu, de cuja lança a haste era como órgão de tecelão (2 Samuel 21:19).
Antes de considerarmos que houve um “equívoco bíblico” devemos considerar algumas circunstâncias que poderiam dar luz ao assunto:


Uma mesma pessoa e dois nomes?
Um dos reis de Israel e filho de Davi, teve dois nomes, e o mais conhecido desses nomes era Salomão, e o outro menos difundido, mas que nem por isso deixa de ser também um nome propriamente dele, é Jedidias, cujo significado é “amado do Senhor”.
24 Então consolou Davi a Bate-Seba, sua mulher, e entrou, e se deitou com ela. E teve ela um filho, e Davi lhe deu o nome de Salomão. E o Senhor o amou; 25 e mandou, por intermédio do profeta Natã, dar-lhe o nome de Jedidias, por amor do Senhor (2 Samul 12:24,25).
Do mesmo modo, aquele que conhecemos por Davi também poderia ter dois nomes, e um deles seria El-Hanã. O fato de que não está bem explicitamente esclarecido na Bíblia, se El-Hanã é Davi, não significa que houve uma fraude intencional.
Por outro lado, se considerarmos que todos os redimidos receberão um novo nome, dado pelo próprio Deus, então tudo poderia se encaixar.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe (Apocalipse 2:17). 
Consideremos outros casos de nomes distintos:
E as nações verão a tua justiça, e todos os reis a tua glória; e chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do Senhor designará (Isaías 62:2).
E deixareis o vosso nome para maldição aos meus escolhidos; e vos matará o Senhor Deus, mas a seus servos chamará por outro nome (Isaías 65:15).
Veamos más ejemplos:
Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu escolhido, eu te chamo pelo teu nome; ponho-te o teu sobrenome, ainda que não me conheças (Isaías 45:4).
Entrou então Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, que era um dos doze (Lucas 22:3).
E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias (Atos 1:23).
Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que quer dizer, filho de consolação), levita, natural de Chipre (Atos 4:36).
Agora, pois, envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro (Atos 10:5).
Depois de assim refletir foi à casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitas pessoas estavam reunidas e oravam (Atos 12:12).
Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos (Atos 15:22).
Mas se tu és chamado judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus (Romanos 2:17).

Poderiam, por acaso, os nomes Davi e El-Hanã pertencer a uma mesma pessoa?
Uma nova dificuldade está em poder compreender se Jessé é também mencionado como Jaaré-Oregim, já que o primeiro (Jessé), figura na Bíblia como o pai de Davi, e o segundo, como o pai de El-Hanã.
Por acaso, poderia Jessé ser pai de Davi e de El-Hanã ao mesmo tempo, e ter também duplo nome, sendo chamado também Jaaré-Oregim?
Segundo a Bíblia, o pai de Davi é Jessé, e o pai de El-Hanã é Jaaré-Oregim.
Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a Davi (Rute 4:22).
Então disse o Senhor a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche o teu vaso de azeite, e vem; enviar-te-ei a Jessé o belemita, porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei (1 Samuel 16:1).
Houve mais outra peleja contra os filisteus em Gobe; e El-Hanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, matou Golias, o giteu, de cuja lança a haste era como órgão de tecelão (2 Samuel 21:19).
Jessé de Belém, e Jaaré-Oregim de Belém, nomes coincidentemente de uma mesma cidade. Belém. Essa coincidência não aumenta a possibilidade de se tratar de uma mesma pessoa?
Tudo isso não elimina a possibilidade de Davi e El-Hanã serem pessoas diferentes, assim como Jessé e Jaaré-Oregim, pois podem ter existido dois homens com o nome Golias, e então tudo estaria explicado.
Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. 45 Davi, porém, lhe respondeu: Tu vens a mim com espada, com lança e com escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado (1 Samuel 17:4,45).
Houve mais outra peleja contra os filisteus em Gobe; e El-Hanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, matouGolias, o giteu, de cuja lança a haste era como órgão de tecelão (2 Samuel 21:19).

Vamos fazer uma revisão, criando um gráfico, onde estaremos lançando tudo o que foram as nossas hipóteses até o momento, com relação aos nomes de Davi e El-Hanã.

  

A explicação mais lógica
Anteriormente, de maneira racional, nós apresentamos diversas possibilidades que poderiam explicar a aparente contradição sobre a identidade do matador de Golias.
Em continuação, sempre apelando para a lógica, vamos poder constatar que El-Hanã é, na realidade, uma pessoa diferente de Davi, e que ele matou o irmão do famoso gigante Golias.
Houve mais outra peleja contra os filisteus em Gobe; e El-Hanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, matou Golias, o giteu, de cuja lança a haste era como órgão de tecelão (2 Samuel 21:19).
Tornou a haver guerra com os filisteus; e El-Hanã, filho de Jair,matou Lami, irmão de Golias, o giteu, cuja lança tinha a haste como órgão de tecelão (1 Crônicas 20:5).
O primeiro dos versículos anteriores (2 Samuel 21:19) nos informa que El-Hanã matou a Golias, e no segundo versículo de 1 Crônicas 20:5, nos informa que o mesmo personagem matou a Lami, irmão de Golias.
Poderíamos nesse caso dizer que aqui temos apenas um erro de tradução? E como poderia ser cometido um erro de tal gênero, se a Bíblia é um livro inspirado por Deus, e assim não deveria conter erros, nem de idéias nem de palavras? É muito séria essa ponderação se considerarmos que tudo está nos manuscritos originais, e não em traduções, nem em cópias, e mesmo nas traduções para os vários idiomas, elas são feitas por pessoas competentes para tal propósito, se bem que erros são sempre possíveis, especialmente se eles estiverem também nos textos originais, pela preocupação com a fidelidade a eles.
 
A página número 179, da Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas de Gleason Archer nos esclarece com mais precisão, qual foi o erro no momento de tradução:
O sinal ortográfico do objeto direto é o que em Crônicas vem, justamente antes de “Lami”, o ‘–t, e certamente, o copista o teve como um erro, como b-t ou b-y-t (Beth), e essa é a razão pela qual temos Bet-hal-Lami ( o Belemita, ou de Belém), como resultado.

Recordemos que os copistas da Escritura faziam a sua tarefa à mão, letra a letra e palavra por palavra. O texto original estava copiado em um material que, por ter sido ligeiramente maltratado, poderia perder algo em sua forma original. Se faziam esforços muito grandes para que isso não acontecesse, mas provavelmente não aconteceu. O copista leu mal a palavra irmão (‘-h) como o sinal do objeto direto (‘-t) justamente antes de g-l-y-t (“Golias”). Portanto, o copista fez de Golias o objeto da palavra matou (wayyak), em vez de irmão de Golias, como em 1 Crônicas 20:5.
 
O conflito é 2 Samuel 21;19, o qual contém  o erro de tradução, porém, existem duas versões da Bíblia, em inglês, que não possuem este erro.
Em continuação, iremos expor 2 Samuel 21:19 em  três traduções diferentes, e em todas elas. Se faz referencia a El-Hanã como o matador do irmão de Golias, e não como o matador de Golias.

King James Version (KJV)
And there was again a battle in Gob with the Philistines, where Elhanan the son of Jaareoregim, a Bethlehemite, slew the brother of Goliath the Gittite, the staff of whose spear was like a weaver's beam (2 Samuel 21:19). 
1833 Webster Bible
And there was again a battle in Gob with the Philistines, where Elhanan the son of Jaareoregim, a Beth-lehemite, slew the brother of Goliath the Gittite, the staff of whose spear was like a weaver's beam (2 Samuel 21:19).
 
1898 Young's Literal Translation (YLT)
And the battle is again in Gob with the Philistines, and Elhanan son of Jaare-Oregim, the Beth-Lehemite, smiteth brother of Goliath the Gittite, and the wood of his spear is like a beam of weavers (2 Samuel 21:19).

·         “the brother of Goliath” significa em português, “o irmão de Golias”.
·         “brother of Goliath” significa em português, “irmão de Golias”.

Golias não é, por acaso, o único gigante que a Bíblia menciona?
O famoso Golias que Davi matou, não é o único gigante que aparece nos relatos bíblicos, pelo contrario, é comum encontrar diferentes passagens bíblicas que fazem referencia a diferentes gigantes.
E Isbi-Benobe, que era dos filhos do gigante, cuja lança tinha o peso de trezentos, siclos de bronze, e que cingia uma espada nova, intentou matar Davi (2 Samuel 21:16).
Aconteceu depois disto que houve em Gobe ainda outra peleja contra os filisteus; então Sibecai, o husatita, matou Safe, que era dos filhos do gigante (2 Samuel 21:18).
Estes quatro nasceram ao gigante em Gate; e caíram pela mão de Davi e pela mão de seus servos (2 Samuel 21:22).
Neste último versículo, nos referimos a 2 Samuel 21:22, e faz-se uma clara referência aos gigantes, que eram muitos, e que caíram pela ação de Davi, e também de seus servos.


Conclusão

*      Davi é uma pessoa diferente de El-Hanã. 
*      Davi matou Golias, e El-Hanã matou o irmão de Golias, de nome Lami.
*      Jessé foi o pai de Davi e Jaaré-Oregim ou Jair foi o pai de El-Hanã.
*      Os nomes Jaaré-Oregim e Jair pertencem a uma mesma pessoa: O pai de El-Hanã.
*     Mediante o exercício da racionalidade, conseguimos compreender um assunto que tem trazido alguma dificuldade para aqueles que meditam na Bíblia, e um ponto no qual os detratores da Bíblia se baseavam, e para os quais Deus mesmo responde com a seguinte palavra:
A astúcia deles é falsidade (Salmos 119:118).

LANÇAMENTO DA BIOGRAFIA E DO LIVRO DIA 22/10/2011


            Há muito se comenta sobre o verdadeiro homem e mulher de Deus. Na verdade, os filhos de Deus nascem da união entre a mulher e o homem de Deus. Muito embora a mulher não esteja regularmente no púlpito, ainda assim jamais pode ser dissociada da Obra de Deus, fica um pouco difícil crer no ministério de ambos solitários. Pode ter certeza que ao lado de um grande homem de Deus, existe uma grande mulher de Deus. Isso é, se a rede ainda não passou por eles...














QUEM É JESUS

Visite qualquer parte do mundo hoje em dia. Fale com pessoas de qualquer religião. Não importa o quão comprometidas estejam com a sua religião em particular, se elas conhecem alguma coisa sobre a história terão de admitir que nunca houve um homem como Jesus de Nazaré. Ele é a personalidade mais singular de todos os tempos.

Jesus mudou a direção da história. Mesmo a data no seu jornal testifica o fato que Jesus de Nazaré viveu na terra há quase 2.000 anos atrás. A.C. significa "antes de Cristo"; A.D. Ano Domini, "o ano do nascimento do nosso Senhor".

SUA VINDA FOI PREDITA
Centenas de anos antes do nascimento de Jesus, foram registradas nas Escrituras as palavras dos profetas de Israel que anunciaram sua vinda. O Antigo Testamento, foi escrito por muitas pessoas durante um período de 1.500 anos, contendo mais de 300 profecias descrevendo a Sua chegada. Todos estes detalhes tornaram-se realidade, incluindo seu nascimento miraculoso, sua vida sem pecado, seus muitos milagres, sua morte e sua ressurreição.

A vida que Jesus viveu, os milagres que Ele fez, as palavras que Ele falou, Sua morte na cruz, Sua ressurreição e Sua ascenção aos céus - todos estes fatos demonstram que Ele não foi um simples homem, porém, mais do que homem. Ele mesmo afirmou: "Eu e o Pai somos Um" (João 10:30),"Quem me vê, vê ao Pai" (João 14:9), e "Eu sou o caminho, a verdade e a vida.  Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." (João 14:6).
SUA VIDA E MENSAGEM CAUSAM MUDANÇAS
Veja a vida e a influência  de Jesus de Nazaré, o Cristo, através da história e você verá que ele e a sua mensagem sempre tem produzido grandes mudanças nas vidas de homens e nações. Por toda parte onde os Seus ensinamentos e influência tem chegado, a santidade do casamento, os direitos e a opinião das mulheres na sociedade foram reconhecidos; escolas e universidades de ensino superior foram estabelecidas; leis para proteger crianças foram feitas; a escravidão foi abolida; e uma multidão de outras mudanças foram feitas para o bem da humanidade. Indivíduos também são transformados drasticamente.

"Aquele que introduz nos negócios públicos o princípio do cristianismo primitivo mudará a face do mundo." Benjamin Franklin, século XVIII, norte-americano inventor e político.
Por exemplo, Lew Wallace, um famoso general e gênio literário, era um ateu conhecido. Por dois anos o Sr. Wallace estudou nas principais bibliotecas da Europa e América procurando informações que destruíssem para sempre o cristianismo. Enquanto redigia o segundo capítulo de um livro que ele planejava escrever, ele subitamente encontrou-se de joelhos chorando e clamando por Jesus, dizendo: "Meu Senhor e Meu Deus."

Por causa das evidências sólidas e irrefutáveis, ele não podia mais continuar a negar que Jesus Cristo era o Filho de Deus. Mais tarde, Lew Wallace escreveu "Ben Hur", considerado um dos melhores romances ingleses, jamais escrito acerca da época de Cristo..

Do mesmo modo, o falecido C.S. Lewis, professor na Universidade de Oxford na Inglaterra, era um agnóstico que negou a divindade de Cristo por anos. Mas ele também,  dentro de uma honestidade intelectual submeteu-se a Jesus como seu Deus e Salvador depois de estudar as evidências esmagadoras da sua divindade..
SENHOR, MENTIROSO OU LUNÁTICO?
No seu famoso livro "Cristianismo Autêntico", Lewis fez a seguinte declaração, "Um homem que fosse um mero homem e dissesse o tipo de coisas que Jesus disse, não seria um grande professor de moral.
Ele seria ou um lunático, igual a um homem que diz que é um ovo cozido, ou ele seria o diabo do inferno. Você terá que fazer sua escolha. Ou ele era e é o Filho de Deus, ou é um louco ou algo pior. Você pode tê-lo por um tolo ou você pode cair aos seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não é permitido vir com algum disparate sobre ele ser um grande mestre. Ele não nos deixou esta opção."

Quem é Jesus de Nazaré para você? A sua vida nesta terra e por toda eternidade é determinada por sua resposta a esta pergunta.

A maior parte das religiões foram fundadas por homens e estão baseadas em filosofias, regras e normas de condutas feitas por homens. Tirem os fundadores destas religiões de suas disciplinas e práticas de adoração e pouco será mudado. Mas tire Jesus Cristo do cristianismo e não teremos nada. O cristianismo bíblico não é apenas uma filosofia de vida, nem um padrão ético ou obediência a um ritual religioso. O verdadeiro cristianismo está baseado numa relação vital e pessoal com um Salvador ressuscitado e vivo.

"Se alguma vez o Divino apareceu na terra, foi na pessoa de Cristo." Johan Wolfang von Goethe, escrito pelo dramaturgo alemão nos últimos anos de sua vida.

"Honestamente não sei o que será da civilização e da sua história se a influência acumulada de Cristo, tanto direta como indireta, for erradicada da literatura, da arte, das transações comerciais e dos padrões morais e criativos nas diferentes atividades da mente e do espírito." Dr. Charles Malik (Libanês), ex-presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas.

UM FUNDADOR RESSUCITADO
Jesus de Nazaré foi crucificado numa cruz, sepultado num túmulo emprestado e três dias depois ressucitou dos mortos; neste aspecto o cristianismo é singular. Qualquer argumento para validar o cristianismo depende da prova da ressurreição de Jesus de Nazaré.

Através dos séculos, a maioria dos grandes eruditos que tem considerado as provas da ressurreição tem acreditado e ainda acreditam que Jesus está vivo. Depois de ter examinado as evidências da ressurreição dadas pelos escritores dos evangelhos, o falecido Simon Greenleaf, uma autoridade em assuntos legais na Faculdade de Direito de Harvard, concluiu: "Portanto é impossível que eles pudessem ter persistido na afirmação da verdade que narravam, se Jesus não tivesse mesmo ressuscitado dentre os mortos, e se não soubessem deste fato com a mesma certeza que tinham em relação a qualquer outro fato."

John Singleton Copley, reconhecido como uma das maiores mentes jurídicas da História Britânica, comentou: "Eu sei muito bem o que são provas e digo a vocês que provas como as da ressurreição nunca falharão."

"Acredito que não exista nada mais belo, mais profundo, mais compreensivo, mais racional, mais franco e perfeito do que o Salvador; digo a mim mesmo com um amor zeloso que não só não existe ninguém como Ele, como não poderia existir nenhum outro." Fyodor Dostoevsky, escrito numa carta pessoal pelo escritor russo enquanto estava na prisão.

RAZÕES PARA CRER
A ressurreição é essencial para a fé de um cristão. Existem várias razões que levam aqueles que estudam a ressurreição a crerem que ela é verdadeira:

PREDITA: Primeiro, Jesus predisse sua morte e ressurreição, e elas aconteceram exatamente como ele previu (Lucas 18:31-33).

O TÚMULO VAZIO: Segundo, a ressurreição é a única explicação plausível para seu túmulo vazio. Uma leitura cuidadosa da história bíblica mostra que o túmulo aonde eles colocaram o corpo de Jesus estava rigorosamente guardado por soldados Romanos e selado com uma enorme rocha. Se, como alguns já disseram, Jesus não estivesse morto, mas somente desmaiado, os guardas e a pedra teriam impedido a sua fuga, ou qualquer tentativa de resgate por parte dos seus seguidores. Os inimigos de Jesus não teriam tirado o corpo do túmulo, já que o desaparecimento do seu corpo do túmulo só ajudaria a encorajar a crença na sua ressurreição.

ENCONTRO PESSOAL: Terceiro, a ressurreição é a única explicação para as aparições de Jesus Cristo aos seus discípulos. Após a sua ressurreição, Jesus apareceu pelo menos 10 vezes àqueles que o haviam conhecido e para outras 500 pessoas de uma só vez. O Senhor provou que estas aparições não eram alucinações: Ele comeu e falou com eles e eles O tocaram. (1 João 1:1).

"De todos os sistemas de moralidade, antigo e moderno, o qual tenho tido possibilidade de observar, nenhum me parece tão puro quanto o de Jesus." Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos da América.

O NASCIMENTO DA IGREJA: Quarto, a ressurreição é a única explicação razoável para o início da Igreja Cristã. A Igreja Cristã é de longe a maior instituição que existe ou tem existido na história do mundo. Mais da metade do primeiro sermão pregado tinha a ver com a ressurreição   (Atos 2:14-36). Obviamente, a igreja primitiva sabia que esta era a base de sua mensagem. Os inimigos de Jesus e Seus seguidores poderiam tê-los impedido a qualquer tempo, simplesmente apresentando o corpo de Jesus.

VIDAS TRANSFORMADAS: Quinto, a ressurreição é a única explicação lógica para as vidas transformadas dos discípulos. Eles o abandonaram antes da sua ressurreição; depois da sua morte estavam desencorajados e cheios de medo. Eles não contavam com a ressurreição de Jesus  (Lucas 24:1-11).

No entanto, após a sua ressurreição e a experiência deles no Pentecostes, estes mesmos   antes desencorajados e desapontados foram transformados pelo grandioso poder do Cristo ressuscitado. Em seu nome, eles viraram o mundo de pernas para o ar. Muitos perderam as suas vidas por sua fé; outros foram terrivelmente perseguidos. Sua atitude corajosa não tem sentido à parte de suas convicções de que Jesus Cristo tinha verdadeiramente ressuscitado dos mortos, um fato pelo qual valia a pena morrer.

Em 40 anos de trabalho com intelectuais do mundo universitário, ainda não encontrei uma pessoa que honestamente já tenha considerado as evidências irrefutáveis que provam a divindade e ressurreição de Jesus de Nazaré, que não tenha admitido que Ele é o Filho de Deus, o Messias prometido. Enquanto alguns não acreditam, eles pelo menos são honestos ao confessarem: "Não dediquei tempo à leitura da Bíblia ou considerei os fatos históricos a respeito de Jesus."

"Quando eu li minha Bíblia reconheci que o que ela diz é que Jesus é o único caminho para Deus... Por isso acredito que no momento em que usei o meu conhecimento sobre Jesus e o tornei pessoal entregando-me a Ele, isso abriu-me a porta para a vida." Cliff Richard.
UM SENHOR VIVO: Por causa da ressurreição de Jesus, Seus verdadeiros seguidores não estão meramente seguindo um código de ética de um fundador morto, mas, pelo contrário, possuem uma relação vital e pessoal com o Senhor vivo. Jesus Cristo está vivo e abençoa e enriquece fielmente as vidas de todos os que Nele confiam e obedecem. Através dos séculos, multidões tem reconhecido a excelência de Jesus Cristo, incluindo muitos que tem influenciado grandemente o mundo.

O físico e filósofo francês Blaise Pascal falou da necessidade que o homem tem de Jesus, quando disse: "Existe no coração do homem um vazio do tamanho de Deus, o qual, somente Jesus Cristo pode preencher."

Você gostaria de conhecer Jesus Cristo pessoalmente como Seu Salvador? Isto pode soar ousado, mas você pode! Jesus está tão desejoso para estabelecer um relacionamento pessoal e cheio de amor com você, que Ele já fez todos os preparativos necessários. 

COSMÓPOLIS EM CHAMAS

Similaridades entre Melquisedeque e Jeová



Há uma grande similaridade entre as características de Melquisedeque e de Jeová, o que prova que eles têem muito em comum. A seguir, estão relacionadas algumas das coisas que Jeová e Melquisedeque parecem se identificar:
. O padrão usado por Jeová é o da justiça, prevalecendo inclusive sobre a misericórdia (Êxodo 21:12-25; Levítico 24:20; Deuteronômio 19:21).  Por sua vez, o nome Melquisedeque significa "rei de justiça" (Hebreus 7:2).
. Melquisedeque era rei de Salém (Hebreus 7:2), a qual para muitos estudiosos corresponde à atual cidade de Jerusalém. Por sua vez, Jeová é chamado "deus de Israel", cuja capital é a Jerusalém atual, terrena, que não tem nada a ver com a Jerusalém celestial, também chamada de "Jerusalém do alto" (1 Crônicas 17:24; Êxodo3:16; Gálatas 4:26).
. Melquisedeque tomou dízimos do despojo tomado por Abraão e o abençoou (Hebreus 7:1-6).  SimilarmenteJeová recebeu o dízimo dos descendentes de Abraão e abençoou o povo (2 Crônicas 31:10).
. Melquisedeque não tem começo nem fim de dias, ou em outras palavras - é eterno. Ele também não tem genealogia (Hebreus 7:3).  Jeová também é eterno e não tem pai, nem mãe, nem genealogia (Neemias.9:5).  Esse fato caracteriza ambos como seres divinos e sobrenaturais, como os anjos.
. Melquisedeque é o sumo-sacerdote vitalício do Velho Testamento (Gênesis 14:18; Hebreus  12:22).  Por sua vez, Jeová foi também o mentor da base sacerdotal do Velho Testamento, o qual orientou pessoalmente todos os serviços religiosos no templo, através de regras e exigências ritualísticas criteriosas. Um detalhe curioso nessa descrição do modelo sacerdotal do Velho Testamento é que as pedras que adornavam o éfode (peitoral) do sacerdote (Êxodo  28:6 a 21) são do mesmo tipo das pedras que adornavam o anjo que era o modelo de perfeição no Éden, o qual veio posteriormente a se ensoberbecer e rebelou-se contra o Deus Altíssimo (Ezequiel 28:13).

. É difícil interpretar o papel e o caráter do personagem Melquisedeque, como lemos em Hebreus 5:11, e da mesma forma é difícil compreender o caráter e os reais intentos de Jeová, o qual ora abençoava e ora castigava sem qualquer compaixão.

. Melquisedeque assumiu forma humana quando apareceu a Abraão (Gênesis 14:18-20). Por sua vez, Jeová também tomou forma humana quando apareceu a Abraão(Gênesis 18:1-7) e anunciou que Sara teria um filho. 

Alguns teólogos entendem que Melquisedeque era o próprio Cristo no Velho Testamento e chamam esse tipo de ocorrência "Parousia" ou "Cristofania". Contudo, o fato do texto deixar claro que Melquisedeque era uma figura (tipo) de Cristo prova que ele não era o próprio Cristo.

O fato de Melquisedeque ter oferecido pão e vinho a Abraão não significam tampouco que Melquisedeque e o Filho de Deus sejam a mesma pessoa, da mesma forma como Adão não era Cristo, embora Cristo fosse chamado o "último Adão" (1 Coríntios 15:45). Além disso, em outra parte é relacionado o fato de que através de uma única ofensa (de Adão), entrou o pecado no mundo e atingiu toda a humanidade. De forma análoga, através de um único ato de justiça (de Cristo), a graça de Deus veio a ser derramada sobre todos os homens (Romanos 5:16-18).
Portanto, quando lemos que Cristo é sumo-sacerdote conforme a ordem de Melquisedeque, devemos entender essa relação como uma antítese, em que o reprovável e falível veio a ser substituído pelo aprovado e irrepreensível.

Melquisedeque é o sumo-sacerdote do Velho Testamento (ou do Velho Concerto), o qual se tornou obsoleto por causa de sua fraqueza e inutilidade, como diz Hebreus 7:18 e foi definitivamente abolido por Cristo (2 Corintios 3:16).


 
Melquisedeque, rei de justiça
A relação entre a justiça (a qual é associada com o nome de Melquisedeque) e a condenação está baseada no fato de que a lei aplica tanto a justiça como a condenação. A justiça implacável, porem, não leva em consideração a misericórdia nem a compaixão, que são atributos peculiares do verdadeiro Deus e Pai.
Por todas as evidências já relacionadas, poderíamos supor que Jeová e Melquisedeque são a mesma pessoa, embora isso não esteja totalmente claro nas Escrituras. Porém, ainda que não houvessem subsídios suficientes para associarmos Jeová com Melquisedeque, uma coisa é certa - ambos parecem estar intimamente relacionados, a começar pelo nome de Melquisedeque, que significa "rei de justiça".
Em Gênesis 18:25, Jeová é reconhecido pela sua justiça, porém não é a justiça que leva em consideração a misericórdia e a compaixão, a qual é um atributo peculiar e distintivo do verdadeiro Deus e Pai.

Uma coisa é certa - a índole violenta que Jeová revela em várias ocasiões no Velho Testamento ao destruir implacavelmente exércitos e cidades, combina perfeitamente com a personalidade de Melquisedeque, o qual veio ao encontro de Abraão para abençoá-lo logo após a matança dos reis inimigos (Hebreus 7:1; Gênesis 14:17-18)…"Pois esse Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, o qual encontrou Abraão retornando da matança dos reis, e o abençoou".

Portanto, aquela justiça que é atribuida ao nome de Melqueisedeque parece estar associada à justiça implacável, que não hesita em aplicar a condenação de forma radical e fulminante.

Se Jesus fosse Melquisedeque, como dizem alguns teólogos, Ele jamais iria abençoar Abraão logo após a matança dos reis, quando Abraão saiu vitorioso, porque o Filho de Deus não recompensa assassinos nem homicidas, nem iria estimular qualquer atitude dessa natureza. Pelo contrário, quando Jesus foi preso, seu discípulo Pedro cortou a orelha de um daqueles que o vinham prender, mas Jesus restaurou-a milagrosamente (João 18:10), para provar que Ele jamais foi à favor da violência, sob qualquer pretexto.

Da mesma forma, se Jesus fosse Melquisedeque, Ele jamais receberia dízimo de um despojo que teve o preço de sangue daqueles reis. No entanto, Melquisedeque não teve qualquer escrúpulo para tomar parte do fruto do saque (Hebreus 7:4), o que confirma que são sacerdócios completamente diferentes.

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O perfeito e eterno sacerdócio de Cristo
Quanto ao aspecto sacerdotal, lemos em Hebreus 7:11-12 o seguinte: "Se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois debaixo dele o povo recebeu a lei), que necessidade haveria que outro sacerdote se levantasse segundo a ordem de Melquisedeque e não ser chamado segundo a ordem de Aarão? Pois o sacerdócio sendo mudado, também é necessária a mudança da lei".

Esse texto deixa claro que Melquisedeque foi o sumo-sacerdote de um sacerdócio imperfeito, que teve de ser mudado juntamente com a mudança da lei que o regia, e isso se aplica ao Velho Concerto. A imperfeição está no fato de que houve necessidade de ser estabelecido um novo sacerdócio perfeito e eficaz.

Isto significa que o sacerdócio do Velho Concerto foi mudado por um outro, cujo sumo-sacerdote é Jesus Cristo, o Filho de Deus, e por isso que o texto de Hebreus 7:12 diz que houve MUDANÇA de sacerdócio. Embora tendo sido executado de uma só vez, o sacerdócio de Cristo tem um alcance universal e eterno.

Melquisedeque estava incapacitado de prover salvação e redenção para quem quer que fosse, pois seu ministério era imperfeito e semelhante aos dos sacerdotes do Velho Testamento, que tinham que estar continuamente oferecendo sacrifícios por si mesmos e pelo povo. O sacerdócio levítico, assim como o sacerdócio de Melquisedeque, tinha caráter temporário e era exercido através de ministrações contínuas, com o sacrifício de animais e oferendas da alimentos (Hebreus 7:28), enquanto que o sacerdócio de Cristo é perfeito, eterno e único, realizado às custas de seu próprio sangue, como diz Hebreus 9:24 e 25.
O ofício sacerdotal iniciado por Melquisedeque não teve êxito porque era fundamentado apenas em oferendas religiosas e no sacrifício ritualístico de animais. Por causa disso, ele teve de ser substituído pelo sacerdócio de Jesus (Hebreus 7:11), o que significa que o sacerdócio do Velho Testamento deu lugar definitivamente ao sacerdócio do Novo Testamento.

Por extensão, o Velho Concerto se tornou repreensível e porisso foi rejeitado, havendo sido ABOLIDO por Cristo, como diz 2 Corintios 3:14-16. E assim, o ministério de Melquisedeque representa o ministério do Velho Testamento, o qual foi invalidado por Cristo por causa de sua FRAQUEZA e INUTILIDADE (Hebreus 7:18).

Por outro lado, o Novo Concerto foi aprovado, exaltado e glorificado, e por isso é chamado em Hebreus 7:22 de “um MELHOR concerto”. Após a ressurreição, Jesus foi constituído "autor de uma eterna salvação", como diz Hebreus 5:7-9… "Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu, e sendo consumado veio a ser a causa da ETERNA SALVAÇÃO para todos os que lhe obedecem".

O fato do sacerdócio de Jesus Cristo ter sido “segundo a ordem de Melquisedeque”, como diz Hebreus 5:6, 7:17 e 7:21, não significa que os dois ministérios estavam relacionados entre si, como se um fosse uma continuidade do outro, visto que as diferenças entre eles são muito grandes, a saber:

- o sacerdócio de Melquisedeque foi temporal enquanto que o de Cristo foi eterno (Hebreus 7:25);
- no sacerdócio de Melquisedeque e de todos os sacerdotes do Velho Testamento, o sangue usado para expiação era de animais (bodes, bezerros, touros e novilhas), enquanto que o sacerdócio de Cristo foi exercido com o derramamento de seu próprio sangue (Hebreus 9:12-14);
- Cristo é ministro do santuário do VERDADEIRO tabernáculo estabelecido por Deus (Hebreus 8:2), e não do VIRTUAL, que foi exercido por Melquisedeque e por todos os sacerdotes do Velho Testamento;
- com a mudança do sacerdócio houve também a mudança da lei (Hebreus 7:12) e assim, todo aquele arcabouço ritualístico de religiosidade aparente, que regia o ministério do Velho Testamento, deu lugar ao ministério eficaz e autêntico de Jesus no Novo Testamento (Hebreus 8:6; 8:13; 2 Corintios 3:6).